Nova esquina
Sim, sim, está na hora de mudar de esquina, aos que se interessem novos textos, fotos e provavelmente o arquivo de tudo o que passou por aqui está disponível em
http://web.mac.com/iuridantas
E não se assustem com o 3x4, ok?
Sim, sim, está na hora de mudar de esquina, aos que se interessem novos textos, fotos e provavelmente o arquivo de tudo o que passou por aqui está disponível em
Sr. ou Sra. Anônimo-de-Tal,
O Anônimo-De-Tal deixou um recadinho logo ali embaixo, dizendo que "gostava mais quando a aventura era pelo país do conto, das idéias tristes, daquela coisa incompreensível pelo excessivo tom melancólico".
Como não poderia deixar de ser, a invasão do Iraque e o conseqüente atoleiro em que se meteram as tropas norte-americanas será um dos principais temas de debate nas eleições de meio de mandato que se realizam neste ano nos Estados Unidos.
Aproveito o último fósforo da caixa para acender a primeira vela. Cá entre nós, já passou da hora de enterrar esse tal de pós-modernismo.
Começou em criança a amar os números, ao sonhar bailava com eles sob a chuva. Contagem progressiva. Na adolescência, adotou as palavras, poesias que a faziam rodopiar no espaço vazio. Cresceu, embarcou no avião. Preferiu os rostos às letras. Lia-os, decifrava melhor. O rosto do homem que a fez chorar. Do outro que a ensinou a sorrir. Do terceiro que apresentou sorriso e lágrimas em seu silêncio. Concebeu. E a pequena criatura obrigou a recomeçar. Novamente os números, nos dedos minúsculos, nas fotografias, na escolinha. As palavras de suas poesias mesmas que as de antes. E nos amores. Empalideceu. Contagem regressiva. Deixou o planeta, transmutada no coração dos que deixou para trás.
Esclarecendo, ainda estamos no outono, as folhas caem e a temperatura faz looping todos os dias. Há três luvas, um gorro, dois casacos e o jornal de domingo em cima do sofá, just in case.
Nevou faz só uma semana, andei o dia inteiro, lembrei que faz tempo que aqui não vai nada. Sobre os amigos que perdi-deixei-esqueceram-me. A cidade não é mais a mesma de quando essas Esquinas nasceram, nem as esquinas importantes o bastante, o nome deveria mudar para memórias-paranóias-pensamentos-fixos na caverna do porão onde vivo. Ou basement. Ah, sim. Esta a principal notícia.
É terrível viver num país em que:
Ninguém desconfia por que diabos a Polícia Federal envia seis sujeitos para analisar quatro caixas de documentos em Nova York? Papéis que chegarão a Brasília, onde trabalham estes seis sujeitos, em menos de 15 dias?
Há algo muito estranho quando o diretor da Agência Internacional de Energia Atômica ganha o prêmio Nobel da Paz.
Rascunhando uma entrevista exclusiva com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Não lembro onde li que à História interessa varrer alguns momentos para debaixo do tapete. Ou qualquer coisa assim. Obviamente lembrei da sujeira sobre o PT que se tornou rotina nos diários brasileiros. Vendo de longe, há uma sensação estranha.
Sempre difícil para um jornalista confessar predileções políticas, esportivas, culturais ou coisa que o valha, ainda viceja aquela falsa noção de que independência e isenção significam mentir descaradamente ou omitir silenciosamente o que pensa ou sente. Levando isso em conta, confesso um pouco de decepção e frustração. Lógico que vou falar um pouco do PT e de seus caciques, sim, hoje em dia podemos usar o malfadado adjetivo para descrever algumas das lideranças do partido.
E no bichinho atrelado ao ouvido, Gilberto Gil canta o que Torquato escreveu faz tempo, mas faz tanto tempo e sentido que vale a pena reler. Invariavelmente acertava errando pelas bordas da vida, errando por aí, esse Torquato.
Investigadores, como policiais, procuradores, promotores, fiscais, e mesmo assessores de imprensa, sempre se preocupam em descobrir quem agiu como fonte de determinada informação, quando a publicação dela em um jornal traz dificuldades de ordem prática no dia-a-dia.
Na semana passada, a Time publicou uma entrevista com um jovem de 25 anos, ansioso, máscara no rosto, que aguarda impacientemente o momento de ir pelos ares e levar tantos infiéis quanto conseguir para o outro lado.
Pois de nada adianta falar tanto, talvez essa seja a angústia da imprensa brasileira em relação ao "governo" de Luiz Inácio Lula da Silva, desde o primeiro dia criticava-se o amplo aspectro de alianças, o toma-lá-dá-cá com emendas no Orçamento para aprovar reformas que nem merecem esse nome. Só para lembrar, de todo o projeto de governo de Lula, aprovou-se apenas a reforma da Previdência, mirando mais nos funcionários públicos do que no bando de gente que recebe sem contribuir ou no déficit que se instalou por lá.
Mês e pouco longe de casa, segue um relato insignificante desde o desembarque em Dulles no dia 27 de maio.